domingo, agosto 23, 2026
Isto É Médicos
  • Home
  • Quem Somos
  • Últimas Notícias
  • Saúde
  • Geral
  • Contato
No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Últimas Notícias
  • Saúde
  • Geral
  • Contato
No Result
View All Result
Isto É Médicos
No Result
View All Result
Home Saúde Business

desafios após 10 anos da CPI

redacao by redacao
20/08/2026
in Saúde Business
0 0
0
desafios após 10 anos da CPI
0
SHARES
0
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter


Por Ronaldo Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI)

A realização de um debate sobre os dez anos da CPI que ficou conhecida como “CPI da Máfia das Próteses” é uma oportunidade importante para avaliar o que o setor de saúde aprendeu, o que efetivamente avançou e, principalmente, quais desafios ainda precisam ser enfrentados. Entretanto, uma década depois, também é necessário fazer uma reflexão sobre a própria forma como esse debate é apresentado à sociedade.

A expressão “Máfia das Próteses”, embora tenha marcado um período de denúncias e investigações relevantes, acabou produzindo uma generalização que atingiu — e continua atingindo — toda uma cadeia formada por fabricantes, importadores, distribuidores, hospitais e profissionais de saúde. Práticas ilícitas devem ser investigadas, combatidas e punidas com rigor. Mas elas não podem servir para caracterizar indistintamente milhares de empresas e profissionais que atuam de maneira ética e são fundamentais para o funcionamento da assistência à saúde no Brasil.

Ronado Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI)

O distribuidor de dispositivos médicos, em particular, desempenha um papel muito mais complexo do que simplesmente comprar e revender produtos. É ele quem, muitas vezes, mantém estoques de alto valor, disponibiliza instrumentais e equipamentos, garante logística especializada, atende cirurgias de urgência, oferece suporte técnico e assume custos financeiros decorrentes dos longos ciclos entre a realização do procedimento, o faturamento e o efetivo recebimento.

Nos últimos dez anos, o setor também evoluiu. Houve aprimoramento dos mecanismos de compliance, rastreabilidade, transparência, controles regulatórios e governança. Os modelos de remuneração passaram a incorporar, além do fee for service, formatos como os pacotes com compartilhamento de risco entre diferentes elos da cadeia. Associações, empresas, hospitais, operadoras e demais fontes pagadoras, órgãos reguladores e profissionais vêm buscando relações cada vez mais estruturadas e transparentes.

Por isso, se queremos discutir a “agenda inacabada”, talvez seja necessário ampliar o olhar. A agenda inacabada não diz respeito apenas ao combate às fraudes. Precisamos debater também a sustentabilidade econômica do segmento de dispositivos médicos, o represamento de faturamentos, os longos prazos de pagamento, as glosas, a burocracia dos processos de autorização, os custos operacionais crescentes, a carga tributária, a incorporação de novas tecnologias e a necessidade de remuneração adequada de todos os agentes envolvidos e a falta de contratualização, que tanto prejudica a previsibilidade e a segurança do paciente.

É igualmente importante discutir como hospitais, operadoras, médicos, indústria e distribuidores podem compartilhar informações e construir processos mais eficientes, transparentes e auditáveis. Combater fraude e defender a sustentabilidade setorial não são objetivos antagônicos. Pelo contrário. Quanto maior a transparência, a previsibilidade e a eficiência das relações comerciais e assistenciais, menor o espaço para distorções, que chegaram a R$ 5,7 bilhões, conforme pesquisa da ABRAIDI.

Leia mais de Conexões ABRAIDI

O Brasil precisa superar a lógica de procurar culpados isoladamente e avançar para uma lógica de responsabilidade compartilhada. Dez anos depois da CPI, talvez o principal aprendizado seja justamente este: não podemos combater generalizações criando novas generalizações. É necessário separar claramente aqueles que eventualmente praticaram irregularidades da enorme maioria de empresas e profissionais que trabalham diariamente para garantir que uma prótese, um implante ou um dispositivo médico esteja disponível no hospital, no momento em que o paciente necessita dele.

O próximo capítulo dessa discussão deveria, portanto, ser menos sobre a chamada “máfia das próteses” e mais sobre como construir uma cadeia de dispositivos médicos mais transparente, eficiente, sustentável e orientada ao paciente. Esse é o debate que o setor de saúde brasileiro precisa fazer nos próximos dez anos.



Fonte: https://www.saudebusiness.com/gestao/a-quem-interessa-reduzir-um-debate-tao-relevante-a-mafia-das-proteses/

Previous Post

Dia D de vacinação será realizado neste sábado em todo o país

Next Post

Esfregar os olhos pode prejudicar a visão e favorecer doenças oculares

redacao

redacao

Next Post
Esfregar os olhos pode prejudicar a visão e favorecer doenças oculares

Esfregar os olhos pode prejudicar a visão e favorecer doenças oculares

  • Contato
  • Isto É Médicos
  • Quem Somos

© 2026 ISTO É MÉDICOS

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Últimas Notícias
  • Saúde
  • Geral
  • Contato

© 2026 ISTO É MÉDICOS